No tocante à história de Adão, 64ª geração da linhagem de Jesus Cristo.
Adão é reconhecido nas escrituras sagradas como o primeiro ser humano criado diretamente por Deus. O seu nome carrega um profundo simbolismo, sendo derivado do termo hebraico "adamah". Esta palavra significa "terra vermelha", o que evoca a sua conexão íntima com a natureza e o solo. Segundo a tradição bíblica, ele é considerado o pai e patriarca fundamental de toda a raça humana. Nas Escrituras, o termo é citado mais de 560 vezes, referindo-se frequentemente à humanidade em geral. Ele representa, portanto, a origem da espécie e o primeiro elo entre o divino e o terrestre.
A existência de Adão é delimitada temporalmente pela semana da criação, ocorrendo especificamente no sexto dia. Genealogicamente, o texto o identifica de forma precisa como a sexagésima quarta geração da linhagem de Jesus Cristo. O espaço físico de sua habitação inicial foi o Jardim do Éden, plantado pelo próprio Deus. Este local continha árvores agradáveis e servia como ambiente perfeito para o sustento do homem. Foi neste cenário paradisíaco que a história da humanidade teve o seu ponto de partida. Ali, o homem vivia em harmonia com o Criador antes dos eventos que mudariam seu destino.
A narrativa encontra-se registrada no livro de Gênesis, o primeiro livro da Bíblia Sagrada no Antigo Testamento. Esta obra compõe o Pentateuco, que consiste nos cinco primeiros livros bíblicos apresentando as genealogias patriarcais. O livro possui cinquenta capítulos e é fundamental para a compreensão da fé judaico-cristã. A sua autoria é conferida a Moisés, um profeta e legislador central para judeus, cristãos e muçulmanos. O texto expõe a criação da humanidade à imagem de Deus e o desenrolar das primeiras gerações. É uma fonte essencial para compreender a visão religiosa sobre a origem do mundo e do homem.
A seguir, será abordada a história de Adão, 64ª geração da linhagem de Jesus Cristo, com algumas opiniões e reflexões sobre conteúdos específicos da história.
A criação de Adão foi um ato direto e pessoal da divindade, diferenciando-o dos outros seres. Deus formou o homem a partir do pó da terra, a matéria prima básica da natureza. O sopro de vida foi introduzido em suas narinas pelo próprio Criador, tornando-o um ser vivente. Ele foi feito à imagem e semelhança de Deus, uma característica exclusiva da humanidade. Esta distinção conferiu ao homem uma posição de honra e responsabilidade no mundo criado. Assim, Adão surgiu como um ser completo, dotado de espírito e corpo físico.
O propósito divino para o homem envolvia o governo sobre todo o restante da criação natural. Deus ordenou que Adão dominasse sobre os peixes do mar e as aves do céu. A autoridade humana se estendia também sobre os grandes animais e os pequenos que rastejam. Além do domínio, foi dada a ordem para ser fértil, multiplicar-se e encher a terra. A alimentação provida incluía todas as plantas e árvores que produzissem sementes e frutos. Desta forma, o homem iniciou sua jornada com provisão abundante e uma missão clara de liderança.
Adão foi colocado no Jardim do Éden com a tarefa específica de cuidar dele e cultivá-lo. O jardim era um local de beleza singular, contendo árvores agradáveis aos olhos e boas para alimento. No centro deste ambiente, Deus fez brotar duas árvores de importância transcendental para a história. Uma era a árvore da vida, que possuía propriedades vitais para a existência humana. A outra era a árvore do conhecimento do bem e do mal, portadora de um saber proibido. Este cenário compunha o teste moral e o lar de trabalho do primeiro homem.
A liberdade concedida a Adão no jardim era ampla, mas não absoluta, exigindo responsabilidade. Ele podia comer livremente de qualquer árvore que estivesse plantada naquele jardim. Contudo, houve uma proibição explícita referente à árvore do conhecimento do bem e do mal. O Senhor advertiu severamente sobre as consequências de violar esta única regra estabelecida. A pena para a desobediência a este mandamento seria a morte certa do transgressor. Esta ordem testava a submissão de Adão à vontade superior de seu Criador.
Durante a nomeação dos animais, tornou-se evidente que Adão estava em uma situação de solidão. Deus percebeu que não era bom que o homem vivesse só, sem um par semelhante. Embora houvesse muitos animais do campo e aves, nenhum deles servia como auxiliador idôneo. A criação animal, também formada da terra, não possuía a compatibilidade necessária com o ser humano. A busca por uma companhia adequada demonstrou a necessidade social intrínseca à natureza do homem. O Criador então planejou uma nova intervenção para suprir essa carência afetiva e existencial.
Para criar a companheira ideal, Deus fez com que Adão caísse em um sono profundo. Enquanto ele dormia, o Senhor retirou uma de suas costelas para formar a mulher. Diferente dos animais, a mulher não veio do solo, mas da própria substância de Adão. Deus moldou a mulher a partir desta costela e a trouxe até o homem. Este ato criativo estabeleceu uma identidade de natureza inseparável entre o masculino e o feminino. A mulher foi feita especificamente para auxiliar e corresponder a Adão em sua jornada.
Ao ver a mulher, Adão expressou imediatamente o seu reconhecimento e a sua alegria profunda. Ele declarou que ela era osso dos seus ossos e carne da sua carne. O nome "mulher" foi dado por ele, justificando que ela havia sido tirada do homem. Mais tarde, Adão deu à sua companheira o nome próprio de Eva, a mãe da humanidade. A narrativa estabelece aqui o princípio da união conjugal, onde o homem deixa os pais. Eles se unem para se tornar uma só carne, simbolizando a união perfeita.
A harmonia do Éden foi desafiada pela astúcia da serpente, o animal mais esperto criado. A tentação começou quando a serpente questionou a orientação divina dada ao casal. Ela persuadiu Eva, afirmando que comer o fruto não resultaria em morte como Deus dissera. O argumento usado foi que os olhos deles se abririam para um novo entendimento. A promessa era que se tornariam conhecedores do bem e do mal, igualando-se a Deus. Adão e Eva falharam em manter a confiança na palavra do seu Criador.
A queda ocorreu quando Eva observou que o fruto parecia agradável e desejável para o discernimento. Ela tomou do fruto proibido, comeu e ofereceu também ao seu marido Adão. Adão aceitou e também comeu, concretizando o ato de desobediência e quebra de confiança. Este momento marcou a entrada do pecado e a perda da inocência original. O casal passou a conhecer o bem e o mal, mas de uma forma trágica. A desobediência não foi por ignorância, mas uma escolha consciente contra a ordem divina.
Após o ato, Deus confrontou os envolvidos e proferiu sentenças específicas para cada um. A serpente foi amaldiçoada entre todos os animais, condenada a rastejar e comer pó. Para a mulher, Deus declarou que haveria grande sofrimento durante a gestação e o parto. Além da dor física, foi estabelecido que o seu desejo seria para o seu marido. O marido, por sua vez, passaria a exercer domínio sobre a mulher nesta nova realidade. Estas sentenças alteraram permanentemente a dinâmica da vida biológica e social da humanidade.
A sentença de Adão foi severa, afetando diretamente a sua relação com o trabalho e a terra. Por ter dado ouvidos à mulher, a terra foi amaldiçoada por causa dele. O sustento, que antes era farto, passaria a ser obtido com sofrimento e esforço diário. Adão teria que comer as plantas do campo e o pão com o suor do rosto. O ciclo da vida foi definido: ele trabalharia até voltar à terra de onde veio. A morte física tornou-se o destino inevitável, pois ele era pó e ao pó retornaria.
Apesar da punição, Deus demonstrou cuidado ao fazer roupas de pele para vestir o casal. Contudo, a permanência no jardim tornou-se impossível devido ao risco da árvore da vida. O Senhor Deus decidiu expulsá-los para impedir que vivessem para sempre naquele estado caído. Foi uma medida preventiva para evitar a eternização do mal no ser humano. Querubins e uma espada flamejante foram colocados para guardar o caminho da árvore da vida. Adão e Eva deixaram o paraíso para enfrentar o mundo exterior e suas dificuldades.
Fora do Éden, a vida familiar de Adão começou com o nascimento de seus filhos. Caim foi o primogênito, seguido pelo nascimento de seu irmão Abel, um pastor de ovelhas. A tragédia abateu-se sobre a família quando Caim, dominado pela fúria, assassinou seu irmão Abel. Este ato de violência revelou a profundidade da corrupção humana iniciada com a desobediência de Adão. Caim foi amaldiçoado e tornou-se um fugitivo, afastando-se da presença da sua família. Adão experimentou assim a dor da morte e da separação dentro de sua própria casa.
Aos 130 anos, Adão gerou Sete, um filho que veio para substituir o lugar de Abel. Sete deu continuidade à linhagem dos justos, correspondendo à 63ª geração na genealogia de Jesus. Após o nascimento de Sete, Adão viveu ainda mais oitocentos anos, gerando outros filhos e filhas. A longevidade dos patriarcas permitiu que a população humana crescesse rapidamente nestes primeiros séculos. Adão faleceu com a idade avançada de 930 anos, cumprindo o destino mortal. Sua vida encerrou-se, mas sua descendência continuou a povoar a terra conforme a ordem divina.
Adão permanece na história como o pai fundamental de toda a humanidade e suas civilizações. Ele foi o único homem a experimentar a vida tanto no paraíso quanto na terra amaldiçoada. Sua trajetória exemplifica a fragilidade humana diante da tentação e a gravidade das escolhas morais. Mesmo após a queda, ele cumpriu o papel de iniciar as gerações que povoariam o mundo. A figura de Adão é central para entender a condição atual do ser humano no mundo. Ele é o ponto de origem biológica e teológica de todas as narrativas bíblicas subsequentes.
Em síntese, a narrativa de Gênesis descreve a ascensão e a queda do primeiro ser humano. A história destaca o poder criativo de Deus ao formar o homem do pó da terra. Ela prossegue detalhando a concessão do livre arbítrio e a responsabilidade de escolha do homem. O ponto de virada ocorre com a desobediência, que traz juízo e expulsão do ambiente ideal. No entanto, a narrativa não termina em desespero, mas com a continuidade da vida através dos descendentes. É um relato que mistura a justiça divina com a misericórdia preservadora da espécie.
As ideias principais giram em torno da soberania de Deus e das consequências das ações humanas. O texto enfatiza que Deus não abandonou a criação, mesmo após o erro cometido no jardim. A provisão de vestes e a proteção da linhagem mostram um cuidado contínuo do Criador. Outro ponto central é que o conhecimento do bem e do mal trouxe responsabilidade moral. A ação punitiva de Deus é apresentada como educativa, visando ensinar sobre limites e obediência. Estas lições formam a base ética para as gerações que sucederam Adão e Eva.
Por fim, a história de Adão revela um Deus que atua como Pai e Juiz. A humanidade, representada por seu patriarca, é vista como alvo do amor e da disciplina divina. O relato serve como um espelho para cada indivíduo, refletindo a luta entre obediência e rebelião. A morte de Adão não foi o fim, mas parte de um plano maior de redenção. O legado deixado por esta história continua a influenciar a fé e a cultura ocidental. Assim, o livro de Gênesis preserva memórias essenciais sobre quem somos e de onde viemos.
REFERÊNCIAS
REESE, Edward (Org.). A Bíblia em ordem cronológica: nova versão internacional. Tradução de Judson Canto. São Paulo: Vida, 2003. Disponível em:
BÍBLIA. Português. Bíblia Sagrada. Tradução de João Ferreira de Almeida. Edição Revista e Corrigida. São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil, 2009. Disponível em:
CONEGERO, Daniel. Quem foi Adão? A história de Adão na Bíblia. [S. l.]: Estilo Adoração, 2020. Disponível em:
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